Seminário Design de Interação (Em grupo - 23/10)
No presente seminário, cada grupo deveria escolher entre as referências indicadas numa lista disponibilizada pelos professores e realizar uma análise a partir dos conceitos trabalhados em sala de aula. Nessa análise, era essencial que abordássemos as noções acerca de indícios de virtualidade e potencialidade, de magia da ignorância ou da experiência, de não objeto ou objeto, de não obstacularização ou obstacularização, de relação ou não com o espaço. Além disso, fomos instruídos a entender quais parâmetros estavam presentes em cada obra.
Abaixo, disponibilizo alguns slides referentes ao seminário apresentado no dia 23 de Outubro de 2023, além de vídeos que compuseram a dinâmica em sala de aula. Para esse trabalho, estava acompanhado de Ana Carolina Santana, Bernardo Reis, Gabriella Morais, Luiza Cortines e Yaluny Pantaleao.
Durante a apresentação dessa referência, discutimos sobre a falta de virtualidade e potencialidade presente nessa obra, em razão de se tratar de um carrinho que interagia com as minhocas dispostas em seu corpo, deixando pouca abertura para extrapolação de uso. Consideramos que Arthur Ganson valorizou a magia da experiência, pois a obra se tornava completa a partir da interação humana com seu maquinário, que sugeriria a ideia de que se trata de uma representação mais próxima de não objeto que de objeto, mas a presença de elementos como "carrinho" e "minhocas", claramente projeções de algo já existente, impossibilitou que o fizéssemos. No vídeo acima, é possível identificar a característica não obstacularizante da obra, apesar de se tratar de um carrinho volumoso. O fato de poder movimentá-lo pelo ambiente auxilia na sua não obstacularização, mas implica numa menor relação com o espaço, visto que esse objeto desempenharia a mesma função em localidades diferentes. Quanto à parametrização, cogitamos atentar quanto ao número de minhocas, tamanho do carrinho e a textura do "solo" que contém as minhocas.
Passando adiante, comentamos a obra "Open Burble" de Usman Haque, que não apresenta claros indícios de virtualidade ou potencialidade, em razão de sua larga extensão e elevado número de pessoas interagindo simultaneamente. Esse fator contribuiu também para que considerássemos que essa estrutura valorizou mais a magia da ignorância, visto que seu funcionamento desperta curiosidade e sua interação é limitada. Sua composição a partir de balões, aliada a fraca interatividade, torna a obra mais objeto que não objeto, além de ser extremamente obstacularizante em razão de seu comprimento. "Open Burble" não apresenta relação com o espaço, já que foi projetado para funcionar em qualquer ambiente capaz de conter sua extensão. Por fim, tomamos como possíveis parâmetros: coloração dos balões, possibilidades de modos de iluminação a partir do controle remoto (representado no vídeo acima) e formato final da estrutura.
Em grupo, escolhemos trabalhar com a obra "Little Boxes" de Bego M. Santiago, ilustrada no vídeo abaixo:
Nessa obra, é possível observar o baixo potencial de virtualidade ou potencialidade em razão de seu uso e interação serem bem determinados, apesar de ser uma obra que dialoga melhor com a magia da experiência. O uso de caixas para receber a projeção, além de claros indivíduos gravados para reprodução como objeto interativo, contribuem para caracterização da obra como objeto. Sua obstacularização é presente em função da solidez das caixas, que não se relacionam com o espaço que contém a obra, de modo que poderia ser aplicada em qualquer ambiente que suportasse seu tamanho. Como parâmetros, evidenciamos o tamanho das caixas e seu formato e o tipo de vídeo a ser projetado. A baixa capacidade de parametrização sugere que a interação com a obra é rapidamente esgotada, sucedendo o momento de impressão do primeiro contato.


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