Relato Museu de História Natural e Jardim Botânico (MHNJB-UFMG)
Antes de apresentar meu relato acerca da experiência vivida no Museu de História Natural e Jardim Botânico (MHNJB), gostaria de fazer um resumo sobre as atividades praticadas. Em primeiro lugar, a turma foi reunida no auditório Pau-Brasil, onde assistiamos a um trecho do filme "2001 - Uma Odisseia no Espaço" e, na sequência, absorvemos conteúdos de um drops, realizado pelo professor Eduardo, que expunha imagens de alguns objetos e suas relações no decorrer da história da humanidade. Após essa dinâmica e um breve intervalo, a turma foi dividida em dois grupos e ambos visitaram tanto a exposição de arqueologia, quanto o presépio Piripau. Ao fim da aula, fomos desafiados a, individualmente, realizarmos um desenho de percurso, evidenciando o que fosse de interesse pessoal.
Nesse sentido, acredito que o drops apresentado tenha relação com ambos os locais visitados pela turma. Quanto à exposição de arqueologia, é possível relacioná-la com alguns objetos apresentados pelo professor, além de estar em consonância com as ideias de "alavanca" e "extensão do próprio corpo" observadas no filme "2001" e discutidas em aula. Isso se dá em razão de encontrarmos, na exposição, diversas ferramentas e objetos confeccionados pelos antigos povos indígenas que residiam em Minas Gerais, evidenciando sua engenhosidade na arte de produzir utensílios para sobrevivência. Por outro lado, o drops exposto e a apresentação do Piripau se relacionam no uso do objeto além da função pela qual ele foi desenvolvido para desempenhar. Como exemplo, temos o uso de uma chapa de metal para representar o som de um trovão que, sinceramente, julguei incrivelmente fiel ao que temos na realidade e acredito que todos tenham se impressionado. Quanto ao drops, o dadaísmo utilizava de objetos do cotidiano como forma de expressão, no qual Marcel Duchamp é protagonista. Ao tentar relacionar ambas as exposições visitadas, não encontro muita semelhança, visto que uma é estática e outra dinâmica, ainda que compartilhem da característica de serem apenas contemplativas. Porém, sugiro que é possível relacionar o dinamismo presente no Piripau e a maneira com a qual os indígenas sepultavam seus mortos, estes, normalmente posicionados deitados de lado e recolhidos, abraçando suas pernas. Nesse sentido, consigo observar uma movimentação, como se o morto estivesse se recolhendo para o além vida.
Realizando um panorama geral da aula, me encantei com a iniciativa de termos uma aula fora da Escola de Arquitetura, além de os professores apresentarem uma dinâmica distinta do que estamos acostumados a ter em sala de aula. Nessa visita, pude conhecer mais um espaço cultural proporcionado pela UFMG, além de me divertir enquanto aprendo os conceitos necessários para minha formação. Nesse quesito, sou muito grato à proposta dos professores de conceder essa oportunidade aos alunos e gostaria que mais momentos como os vividos na última segunda-feira fossem fossem possíveis.
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