Parágrafo: Finalística, Causalística e Programática

 VILÉM FLUSSER - NOSSO PROGRAMA

    Na abordagem do autor, há uma tentativa de definir as noções de ferramentas finalísticas, causalísticas e programáticas. Na primeira, existe um cenário final a ser alcançado, de modo que a estratégia utilizada para fazê-lo não é o ponto central dessa ferramenta. Nesse sentido, independente das etapas que precedam a conclusão, esta é prevista e inalterada. Por outro lado, ao falarmos de uma abordagem causalística, entende-se que um padrão de causa e efeito deverá ser seguido, de modo que é possível prever o que acontecerá no decorrer do sistema, contanto que corra conforme o planejado. Desse modo, uma ação define uma reação fixa que respeita a filosofia da causa e do efeito, na qual não apenas uma conclusão é possível, mas inúmeras previsões que dependem do desenrolar dos eventos. Quanto à noção programática, a imprevisibilidade e abertura para o acaso são pontos chave. Nesse âmbito, convenciona-se que os resultados não são obtidos a partir de uma previsão realizada a partir de causa e efeito, mas sim por situações não previstas que simplesmente acontecem (o acaso). Nessa perspectiva programática, é possível realizar um paralelo com o livro Filosofia da Caixa Preta, no qual Flusser destaca como os seres humanos são funcionários das máquinas. Quando cedemos ao acaso, "derrotando" a máquina, na verdade estamos contribuindo para que a mesma evolua num ciclo vicioso, que foge até mesmo dos controles de seus próprios programadores. É interessante salientar, portanto, que a dinâmica trabalhada na aula foi de extrema importância para melhor entender as implicações que envolvem as noções de finalística, causalística e programática, pois a abordagem prática elucida melhor semânticas tão abstratas.

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